Estou tão brava neste momento! Não posso me calar diante dos absurdos que ouço em uma das escolas em que trabalho. Como pode um professor, que tem dois cargos na mesma escola(quase um milagre), reclamar da vida, da educação, do ofício?
Enquanto tantas pessoas se esforçam para passar em concursos, tem gente que só sabe reclamar.
Reclama de ter dois cargos, de trabalhar o dia inteiro, de fazer JEIF, do salário, dos alunos, dos pais, dos gestores, dos colegas de profissão, enfim, passa o dia reclamando.
Não entendo este povo que "cospe no prato que come". Reclamar um dia, de algo específico, vá lá, a gente entende. Mas todo dia reclamar de tudo e todos? Isto não é normal!!!
Sei que a carreira docente tem muitos desafios, mas existe tanta coisa legal nesta profissão, e a pessoa só sabe ver o lado ruim. É uma pobre coitada. Quer dizer, pobre não, porque nem ganha tão mal assim. Não ganha o que deveria ganhar pela importância da profissão. Mas dada a realidade de nosso país, com tanto trabalhador ganhando salário mínimo, ela tem que dar graças a Deus, e parar de reclamar.
Depois continuo...
Procuro neste blog colocar as pedrinhas que marcam esta jornada rumo à minha formação profissional como jornalista e professora. Com elas, posso sempre voltar e repensar este caminho. Talvez caminhe sozinha, mas o mais provável é que encontre alguém caminhando também.
Mostrando postagens com marcador Diário de Professor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário de Professor. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Diário de Estudante: Por que a universidade também está atrasada? Por que ainda é tradicional?

Sabe aquela história de construir conhecimento. Acreditem se quiser: em alguma aulas da universidade, esta idéia ainda não chegou. O professor fala, fala, fala. A gente finge que escuta, ou até tentar escutar, mas com uma sala barulhenta com mais de cem mulheres, fica quase impossível. Aí, a aula acaba e eu fico pensando: “O que eu vim fazer aqui mesmo?”. Sim, porque, aprender que é bom, não aprendi nada.
Não tenho dificuldade de aprendizagem, como diriam os pseudo-professores. O meu problema é que odeio perder tempo. E a faculdade é, muitas vezes, uma grande perda de tempo.
Como disse, muitas aulas teóricas são extremamente sem sentido. E não falo isto porque quero “receitas de bolos”, mas porque o professor não percebe que para qualquer aluno, em qualquer idade, o conhecimento se constrói a partir da necessidade e do interesse dele.
Assim, muitos professores não levam isto em consideração. Falam, falam, falam, mas não param para ouvir os alunos, não os questiona, não os ajuda a construir o conhecimento, mas despejam o conteúdo de determinada aula e pronto, esperam o dia da prova para verificar se aprenderam ou não. Tem alguma aula mais tradicional e arcaica do que esta?
Eu até entenderia (mentira, não entenderia, mas tentaria relevar), se o curso fosse Engenharia, Direito ou sei-lá-qual. Mas, Pedagogia???
Como pode um curso de Pedagogia ainda ser oferecido em uma universidade de maneira tradicional? Como pode um coordenador do curso permitir que os professores trabalhem exatamente co o que não devemos trabalhar em uma sala de aula, quando nos formarmos?
Sei que cada professor deve ter a liberdade para trabalhar, mas para que serve uma coordenação que não procura formas de adequar a didática do professor à realidade dos alunos. E outra? Como pode um professor-universitário ainda trabalhar tradicionalmente, quando já estudou tanto sobre a educação do século XXI?
Enquanto temos que trabalhar com projetos, sequências didáticas em sala de aula, vemos na faculdade exatamente o contrário: aulas que não privilegiam a pesquisa, com matérias soltas e trabalhos absurdamente copistas?
Isto é somente um desabafo que já queria ter feito há mais tempo. Felizmente, tenho professores que remam contra a maré e nos tratam como estudantes, e não somente como alunos, tema do meu próximo post. Aguardem!
Marcadores:
Diário de Aluno,
Diário de Professor,
Didática,
Faculdade
domingo, 10 de abril de 2011
Filme "O Triunfo" mostra que professor pode sim, fazer diferença na vida de alunos socialmente vulneráveis

Sabe aquela história de que é impossível mudar a situação de alunos rebeldes, sem limites e que não querem aprender? Pois é. Aqui no Brasil é muito fácil ver isto. Aliás, para quem está na área da educação ou não, o que a gent mais escuta é isto: é impossível!
Eu já sou utópica naturalmente, sem nada, nem ninguém precisar me inspirar. Mas quando assisto filmes como "O Triunfo", de Honda Haines, aí que acredito mais na educação e no papel fundamental do professor.

O filme, baseado em fatos reais, conta a história do professor Ron Clark, que sai de uma escola na zona rural da Carolina do Norte, para se aventurar em uma de Nova York. Lá, descobre alunos rebeldes e acostumados a irem mal na escola, com baixa autoestima e problemas familiares que só agravam a situação.
Este roteiro não é novidade nenhuma, afinal, temos muitos outros filmes com esta temática. Mas sabe o que é mais legal? Este filme, assim como outros, é baseado em fatos reais. Sim, este Ron Clark existe!

Olha ele aí, ao lado do ator que o interpretou no filme.
Aí eu fico pensando: Por que tantos professores que conheço não acreditam que podem mudar a vida dos alunos? Por que acham isto tão impossível?
Muitos vão falar: Não dá pra comparar Estados Unidos com o Brasil. Mas eu não concordo. Rebeldia e descrédtio na educação está em todo lugar, e só é possível mudar esta visão, quando mudamos nosso olhar em primeiro lugar.
Recomendo muito este filme! Assistam.
Ai, gente...como adoro estes filmes "utópicos-reais"!!!
Marcadores:
Diário de Professor,
Filmes,
Resumos
quinta-feira, 31 de março de 2011
Bônus para professor da rede pública de São Paulo não melhora educação no estado

Perfeita a reportagem de Marina Moreira Costa, do IG, sobre a ineficiência do bônus para os professores da rede pública do estado de São Paulo. Para ler, entre aqui.
“No Estado de São Paulo a política de bônus foi um fracasso, a Educação não saiu do lugar. O Saresp e o Idesp patinam e provam que a iniciativa não deu certo”, afirma Romualdo Luiz Portela de Oliveira, professor doutor do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação, da Faculdade de Educação da USPSegundo o especialista.
E sabem por quê? Porque os critérios são totalmente injustos. Mesmo que o professor tenha se matado com sua turma, por conta do todo, não ganha.
A reportagem mostra que os docentes da rede reclamam que os critérios do bônus não estão claros e não dependem apenas do esforço deles. Angela*, professora de português há 33 anos de uma escola estadual da zona sul de São Paulo, afirma não ter recebido a bonificação no ano em que suas turmas tiveram um ótimo desempenho. “É injusto, porque não há como mensurar o crescimento do conhecimento. Cada turma é uma turma. São seres humanos, não máquinas”, afirma.
Para finalizar, Oliveira explica que a política de bônus funciona em ambientes nos quais os profissionais se sentem em condições iguais. A política estimula a competição e espera que todos melhorem o desempenho. “Quando o professor acha que o jogo é perdido, a política deixa de ser estimuladora. Uma grande parcela já tentou, não conseguiu o bônus, nem a melhora do desempenho dos alunos e não vai tentar novamente”, avalia o especialista em educação.
Parabéns, Marina, por ter sido uma das poucas que viu a verdade sobre a porcaria do Bônus do Estado, pura ação de marketing político.
Marcadores:
Carreira,
Diário de Professor,
Governo de São Paulo,
Políticas Públicas
quinta-feira, 10 de março de 2011
Diário de Professor: Desabafos sobre inclusão de pessoas com necessidades especiais
Já quero informar que não sou especialista na área de inclusão social. O que falarei aqui vai muito mais da minha (pouca) experiência e da lógica humana que todos deveríamos ter do que em comprovações científicas.
Para resumir a história, que todo estudante e professor está cansado de saber, muitos não acreditam na inclusão de alunos com necessidades especiais nas salas de aula. E para falar sobre o assunto, colocarei aqui algumas coisas que ouvi de algumas colegas. Quem se identificar com os relatos, por favor, perdoe-me, mas este blog é meu desabafo, e respeitando a privacidade de cada, contarei sim, o que ouço por aí.
Ouvi uma colega dizer mais ou menos o seguinte:
"Não acredito na inclusão, sabe Dayane, porque o mundo é cruel. Aqui nós acolhemos e recebemos esta criança e os alunos gostam delas. Mas à medida que elas crescem, os coleguinhas já não querem mais ser amigos destas crianças. Ninguém a convida para o baile de formatura. Estas pessoas deveriam estudar em escolas específicas, pois assim se relacionariam com pessoas como elas. Assim, não sentiriam falta da sociedade cruel, que a exclui, pois teria seus próprios amigos".
Acreditem ou não. Esta professora, que preciso falar, gosto muito, disse isto. Tudo isto!
Eu compreendi sua preocupação com o mundo, que realmente é cruel. Mas a coisa mais óbvia para que este mundo saiba conviver com pessoas com necessidades especiais é conviver com elas!
E isto deve sim, começar na escola. Aliás, deve começar (e já começou) em casa. Antigamente estas pessoas eram confinadas por anos e anos dentro de suas casas. Hoje, felizmente, as famílias perceberam que estas pessoas têm o direito de conviver em sociedade, seja esta acolhedora ou cruel. Todo ser humano passa por isto!
E é na escola que elas poderão, sim, aprender a lidar com o preconceito, com a discriminação, com a aceitação de sua condição. É na escola que as crianças aprenderão desde cedo a respeitar as diferenças, pois todos somos diferentes.
Agora aqui é apresentado outro problema. A exclusão não está nos alunos, mas nos professores. São eles que não acreditam que a "simples" socialização não traz resultados. São eles que esperam uma massa de alunos que se desenvolvam da mesma maneira, no mesmo tempo. São os professores que não acreditam que um simples piscar de olhos, uma lágrima, um abraço, um sorriso, são coisas demais a serem levadas em consideração quando o assunto é desenvolvimento.
Por último, não quero ser utópica. Sei que as condições para os professores trabalharem com estes alunos não são as melhores. Falta acessibilidade. Faltam equipamentos adequados. Faltam recursos humanos. Mas isto não é desculpa para privar uma criança, seja ela como for, do direito à educação de qualidade.
A escola não tem estrutura? Brigue por melhores condições!
A família não apoia? Peça ajuda ao Conselho Tutelar!
Você não está preparado para lidar com alunos com necessidades especiais? Prepare-se! Estude! Corra atrás. Isto faz parte de sua profissão.
Ninguém é enganado quando vai fazer Pedagogia. Na grade curricular já está lá a disciplina sobre inclusão. Consequentemente você sabe que fará parte de seu ofício.
E se mesmo assim, você não acreditar que a inclusão é possível, MUDE DE PROFISSÃO! É a coisa mais digna a se fazer se perceber que não é capaz.
Dedico este texto às colegas que conversaram comigo sobre o assunto. Por favor, não levem a mal. Este desabafo é só o meu lado da história. Ninguém é obrigado a concordar. Mas devemos respeitar. Eu não concordo, mas respeito o trabalho de vocês, principalmente porque vocês reclamam, mas na hora "H", fazem o trabalho bem feito. Parabéns!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Diário de Professor: O Carnaval simplesmente especial nas escolas municipais!
Não sou daquelas pessoas que amam o Carnaval, mas também não deixo uma festa (saudável) por nada neste mundo. E o que vi nas duas escolas em que trabalho, um CEI e uma EMEI, foi algo simplesmente maravilhoso. Isto: SIMPLESmente maravilhoso.
Isto porque não tivemos alunos com fantasias caríssimas, pomposas e cheias de frescura. Vi crianças com capas de camiseta, faixas coloridas, enfeites no cabelo, ou seja, nada especialmente caro, mas produtivamente criativo.
Isto porque o Carnaval nas escolas municipais não é regado de exibicionismo de "quem-tem-a-melhor-fantasia". Todos se divertem, não importa se estão fantasiados ou não. Todos estão felizes.
Ao som de marchinhas e músicas do cotidiano das crianças, todo mundo entra na dança. A gente pula, brinca, dá risada e se diverte. Tudo muito simples. Tudo muito criança. Porque não são elas que escolhem roupas caras e de marcas. A criança nasce simples. na verdade, nasce pelada. A gente é que complica a vida delas!
Bom Carnaval!
Marcadores:
Carnaval,
Diário de Professor,
Educação Infantil
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Diário de Professor: Disciplinas do segundo ano de pedagogia
A faculdade começou semana passada e terei as seguintes matérias:
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Matemática
Alfabetização e Letramento
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Ciências
Tecnologias da Informação e da Comunicação (EAD)
Fundamentos Metodológicos do Ensino de História e de Geografia
Organização do Trabalho Docente
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Arte e de Música
A Prática Política na Educação (Matéria optativa)
Espero que as aulas realmente auxiliem na minha Práxis.
Feliz ano letivo de 2011!!!
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Matemática
Alfabetização e Letramento
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Ciências
Tecnologias da Informação e da Comunicação (EAD)
Fundamentos Metodológicos do Ensino de História e de Geografia
Organização do Trabalho Docente
Fundamentos Metodológicos do Ensino de Arte e de Música
A Prática Política na Educação (Matéria optativa)
Espero que as aulas realmente auxiliem na minha Práxis.
Feliz ano letivo de 2011!!!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Diário de Professor: Estereótipos e preconceitos à vista! - Parte 2
Continuando a reflexão do último post, mais uma coisa me chamou atenção e me motivou a ser ainda melhor, tanto na particular, quanto na pública.
Todos sabemos que para um professor concursado ser exonerado, algo muito grave deve ter feito. Ou seja, trabalha, realmente, quem quer.
E é aí que entra o mérito dos professores de verdade: eles trabalham direito por prazer, e não porque têm medo de serem demitidos, como acontece na particular.
Se a gente der uma "voltinha" pela Internet vai perceber que muitas escolas públicas já vem derrubando estes estereótipos de acomodados e incompetentes. E o melhor: fazem isto porque são livres para fazer!
Afinal, trabalhamos na rede particular obedecendo regras impostas, paparicando pais, e ainda por cima, sendo chamadas de "tias".
Já na escola pública, quem trabalha, trabalha porque é livre. Não dorme pensando que amanhã pode ser mandada embora porque não chamou o filho da fulana de "príncipe".
E algumas escolas já mostram, com orgulho, o resultado do esforço, por meio de blogs. E isto, não é para chamar mais alunos, pois demanda sempre haverá. Mais uma vez: é pela liberdade de poder fazer o que se deve fazer.
Obs: Não tenho o que reclamar da escola. Sei que, se estou lá, devo respeitar todas as regras. E isto é fichinha. Difícil é ter que aguentar gente falando de escola pública. Aí, eu viro o bicho mesmo!
Quer colocar o filho na particular? Vá com Deus!
Quer trabalhar a vida inteira na particular, ganhar pouco e ainda ser chamada de "tia"? Deus te abençoe!!!
Só não venha reproduzir asneiras, que só fazem bem ao sistema, que deseja mesmo que a gente acredite cada vez menos na escola pública, que não é de graça e é direito de todos!
Todos sabemos que para um professor concursado ser exonerado, algo muito grave deve ter feito. Ou seja, trabalha, realmente, quem quer.
E é aí que entra o mérito dos professores de verdade: eles trabalham direito por prazer, e não porque têm medo de serem demitidos, como acontece na particular.
Se a gente der uma "voltinha" pela Internet vai perceber que muitas escolas públicas já vem derrubando estes estereótipos de acomodados e incompetentes. E o melhor: fazem isto porque são livres para fazer!
Afinal, trabalhamos na rede particular obedecendo regras impostas, paparicando pais, e ainda por cima, sendo chamadas de "tias".
Já na escola pública, quem trabalha, trabalha porque é livre. Não dorme pensando que amanhã pode ser mandada embora porque não chamou o filho da fulana de "príncipe".
E algumas escolas já mostram, com orgulho, o resultado do esforço, por meio de blogs. E isto, não é para chamar mais alunos, pois demanda sempre haverá. Mais uma vez: é pela liberdade de poder fazer o que se deve fazer.
Obs: Não tenho o que reclamar da escola. Sei que, se estou lá, devo respeitar todas as regras. E isto é fichinha. Difícil é ter que aguentar gente falando de escola pública. Aí, eu viro o bicho mesmo!
Quer colocar o filho na particular? Vá com Deus!
Quer trabalhar a vida inteira na particular, ganhar pouco e ainda ser chamada de "tia"? Deus te abençoe!!!
Só não venha reproduzir asneiras, que só fazem bem ao sistema, que deseja mesmo que a gente acredite cada vez menos na escola pública, que não é de graça e é direito de todos!
Diário de Professor: Primeiros dias de aula na rede particular - Diferenças e semelhanças com a escola pública
Sabia que alguma hora a conversa "particular e pública" aconteceria. Só não achei que seria tão rápido!
Esta semana iniciei as aulas na escola particular que comentei no último post. E desde semana passada, no planejamento, já havia notado algumas diferenças. Entre elas, ver como algumas professoras reclamam de "barriga cheia", a ponto de falar que ter cinco crianças no jardim (entre 3 e 4 anos), exigiria uma auxiliar quase que integralmente, "pois não dá pra dar conta de cinco, afinal, só existem dois braços para pegar duas crianças no colo).
Aquele dia tentei entender a situação da professora, afinal, a sala só tem alunos novos, muito pequenos e que chegam assustados (pelo ambiente, mas principalmente pelo drama que os pais fazem). Mas não pude deixar de pensar: "Caramba! Ela reclama de ter cinco alunos. Professor da Prefeitura tem de dar conta de 35!!!".
Passou o feriado e a escola voltou em seguida. Os alunos todos uniformizados, cheirosos, quase todos com o material escolar pedido na extensa lista, enfim, o paraíso.
Todos os alunos da minha sala estudavam na escola. Assim, todos já conheciam e foi aquela felicidade voltar às aulas. Percebi que alguns já estão alfabetizados e somente uns dois ou três estão pré-silábicos. Ah! Esqueci de falar: minha sala tem 14 alunos!
Os dois primeiros dias foram interessantes. O ritmo é completamente diferente da Educação Infantil. Lá, eles param, ouvem e ficam quietos, esperando os outros terminarem a lição!
Na Educação Infantil, de quinze em quinze minutos você acaba mudando a atividade, pois o tempo de concentração é muito pequeno. Confesso que achei meus alunos mais sérios do que eu. Isto porque brincadeiras bobas, que dariam certo na EI, como falar com uma voz diferente ou fingir que vai fazer cócegas, tiveram sorrisos muito tímidos. Eles são mini-adultos que não podem mais brincar no parque, nem trazer brinquedos toda sexta-feira.
Neste ponto, também já notei o que significa escola particular: conteúdo. Ali, não importa se o aluno tem 15 ou 5 anos. Todos estão para estudar. Brincar não é a linguagem da criança e o meio pelo qual podemos ensinar. Logo, eles deixam de ser crianças muito cedo. Mesmo entrando mais cedo no Ensino Fundamental, o que nos leva a pensar que a maneira de ensinar deve levar em conta esta característica, "saiu da Educação Infantil, deixou de ser criança". E aí, como ouvi uma professora dizer: eles não tem tempo pra brincar. Tem que passar conteúdo.
Finalmente uma semelhança: nem a escola pública, nem a particular sabem lidar com as crianças de seis anos no Ensino Fundamental.
Mas até aí, estava tudo indo razoavelmente bem, até que...
Leiam o próximo post!
Esta semana iniciei as aulas na escola particular que comentei no último post. E desde semana passada, no planejamento, já havia notado algumas diferenças. Entre elas, ver como algumas professoras reclamam de "barriga cheia", a ponto de falar que ter cinco crianças no jardim (entre 3 e 4 anos), exigiria uma auxiliar quase que integralmente, "pois não dá pra dar conta de cinco, afinal, só existem dois braços para pegar duas crianças no colo).
Aquele dia tentei entender a situação da professora, afinal, a sala só tem alunos novos, muito pequenos e que chegam assustados (pelo ambiente, mas principalmente pelo drama que os pais fazem). Mas não pude deixar de pensar: "Caramba! Ela reclama de ter cinco alunos. Professor da Prefeitura tem de dar conta de 35!!!".
Passou o feriado e a escola voltou em seguida. Os alunos todos uniformizados, cheirosos, quase todos com o material escolar pedido na extensa lista, enfim, o paraíso.
Todos os alunos da minha sala estudavam na escola. Assim, todos já conheciam e foi aquela felicidade voltar às aulas. Percebi que alguns já estão alfabetizados e somente uns dois ou três estão pré-silábicos. Ah! Esqueci de falar: minha sala tem 14 alunos!
Os dois primeiros dias foram interessantes. O ritmo é completamente diferente da Educação Infantil. Lá, eles param, ouvem e ficam quietos, esperando os outros terminarem a lição!
Na Educação Infantil, de quinze em quinze minutos você acaba mudando a atividade, pois o tempo de concentração é muito pequeno. Confesso que achei meus alunos mais sérios do que eu. Isto porque brincadeiras bobas, que dariam certo na EI, como falar com uma voz diferente ou fingir que vai fazer cócegas, tiveram sorrisos muito tímidos. Eles são mini-adultos que não podem mais brincar no parque, nem trazer brinquedos toda sexta-feira.
Neste ponto, também já notei o que significa escola particular: conteúdo. Ali, não importa se o aluno tem 15 ou 5 anos. Todos estão para estudar. Brincar não é a linguagem da criança e o meio pelo qual podemos ensinar. Logo, eles deixam de ser crianças muito cedo. Mesmo entrando mais cedo no Ensino Fundamental, o que nos leva a pensar que a maneira de ensinar deve levar em conta esta característica, "saiu da Educação Infantil, deixou de ser criança". E aí, como ouvi uma professora dizer: eles não tem tempo pra brincar. Tem que passar conteúdo.
Finalmente uma semelhança: nem a escola pública, nem a particular sabem lidar com as crianças de seis anos no Ensino Fundamental.
Mas até aí, estava tudo indo razoavelmente bem, até que...
Leiam o próximo post!
Diário de Professor: Estereótipos e preconceitos à vista!
Eu já sabia que existe uma certa "diferença" entre professores da rede pública e da particular. Diferença no sentido de cada um ter um estereótipo formado do outro. Para explicar melhor, vou relatar o que aconteceu comigo hoje.
Estávamos no intervalo, quando uma professora perguntou-me se minha mãe era professora (pois eu fui indicada por uma professora de lá e que também trabalha na rede pública, com minha mãe). Respondi que sim. Ela comentou sobre minha mãe, meu irmão e eu sermos professores e, como é de costume, soltou um "coitados".
Nisto, uma outra professora também entrou na conversa e disse que quando alguém lhe fala que está fazendo Pedagogia, ela diz um "boa sorte", ironicamente, claro.
Comentei que eu não achava a área ruim, pois já tinha experimentado outras e vi que ela era bem melhor, pelo menos para mim. (Não sei se já comentei aqui, mas o principal motivo da troca é que na educação, só aguento adulto de vez em quando, em reunião de pais. Trabalhar com criança é mil vezes melhor).
E aí que a outra respondeu que havia trabalhado no Estado (de São Paulo) três anos e enfatizou "PARA NUNCA MAIS".
Quando ela falou assim, já desanimei. Achei que poderíamos ter algo em comum, já que eu sou professora da rede pública também. Mas como o que é ruim pode sempre piorar, ela metralhou, junto com a outra, um monte de coisas sobre suas experiências mal sucedidas na rede pública.
Disse que lá não dá pra trabalhar, pois não tem material, os alunos são desinteressados, a estrutura é ruim. E por aí vai.
A outra, pra piorar, ainda disse que saiu da rede pública porque os alunos não tinham roupa e iam fedidos. Disse ainda: "eu saia da sala com aquele cheiro".
Já estava de saco cheio de ouvir, mas elas continuaram. Uma disse que gostava de escola particular porque se tem estrutura para trabalhar, pois professor tem que dar o sangue, coisa que concursado não faz! Peraí!!! EU SOU CONCURSADA!!!
Nossa: e continuaram dizendo que "professor da rede pública só prestava concurso para "amarrar o burro" e não trabalhar". "Que professor de escola pública ganha bem para não fazer nada".
Eu estava calma e não retruquei, mas isto meu deu tanto ânimo pra escrever na madrugada...vamos lá!
Em primeiro lugar, esta conversa não difere em nada do que já ouvimos por aí. E o pior, isto mostra o quanto nossa categoria é desunida. Uns falam reproduzem esteriótipos por aí sem pensar nas consequências.
Tudo bem. Sei que tem muito "professor" que faz isto aí mesmo. Presta um concurso, passa e amarra o burro. Também é verdade que a rede pública, pelo menos em São Paulo, paga melhor que muitas, e muitas escolas particulares. E pasmem: mesmo as particulares consagradas pagam um miséria.
Mas a razão delas para por aí. Primeiro. Elas desistiram de pegar grandes desafios. Afinal, o que é mais difícil: trabalhar com crianças cheirosas, limpinhas, bem cuidadas, com materiais e roupas de marca e, principalmente com o apoio e cobrança dos pais, ou com aquelas que não tem nem o que comer em casa, moram em favelas, andam pra chuchu pra chegar à escola, e ainda são trazidas pelo irmão mais velho, de apenas oito anos?
Quando prestei o concurso, sabia da estabilidade e do "bom" salário. Mas também sabia que poderia encontrar filhos de mães solteiras, que dão pouca atenção ao filho, que por sua vez, vão mau cheirosos à escola. E é isto que motiva: fazer diferença para quem precisa muito da minha ajuda.
Não que os alunos da particular não precisem, mas ali, eu sou apenas mais uma "tia". Para muitos da pública, eu sou a única esperança!
O desabafo não acaba aqui! Aguardem o próximo post!
Estávamos no intervalo, quando uma professora perguntou-me se minha mãe era professora (pois eu fui indicada por uma professora de lá e que também trabalha na rede pública, com minha mãe). Respondi que sim. Ela comentou sobre minha mãe, meu irmão e eu sermos professores e, como é de costume, soltou um "coitados".
Nisto, uma outra professora também entrou na conversa e disse que quando alguém lhe fala que está fazendo Pedagogia, ela diz um "boa sorte", ironicamente, claro.
Comentei que eu não achava a área ruim, pois já tinha experimentado outras e vi que ela era bem melhor, pelo menos para mim. (Não sei se já comentei aqui, mas o principal motivo da troca é que na educação, só aguento adulto de vez em quando, em reunião de pais. Trabalhar com criança é mil vezes melhor).
E aí que a outra respondeu que havia trabalhado no Estado (de São Paulo) três anos e enfatizou "PARA NUNCA MAIS".
Quando ela falou assim, já desanimei. Achei que poderíamos ter algo em comum, já que eu sou professora da rede pública também. Mas como o que é ruim pode sempre piorar, ela metralhou, junto com a outra, um monte de coisas sobre suas experiências mal sucedidas na rede pública.
Disse que lá não dá pra trabalhar, pois não tem material, os alunos são desinteressados, a estrutura é ruim. E por aí vai.
A outra, pra piorar, ainda disse que saiu da rede pública porque os alunos não tinham roupa e iam fedidos. Disse ainda: "eu saia da sala com aquele cheiro".
Já estava de saco cheio de ouvir, mas elas continuaram. Uma disse que gostava de escola particular porque se tem estrutura para trabalhar, pois professor tem que dar o sangue, coisa que concursado não faz! Peraí!!! EU SOU CONCURSADA!!!
Nossa: e continuaram dizendo que "professor da rede pública só prestava concurso para "amarrar o burro" e não trabalhar". "Que professor de escola pública ganha bem para não fazer nada".
Eu estava calma e não retruquei, mas isto meu deu tanto ânimo pra escrever na madrugada...vamos lá!
Em primeiro lugar, esta conversa não difere em nada do que já ouvimos por aí. E o pior, isto mostra o quanto nossa categoria é desunida. Uns falam reproduzem esteriótipos por aí sem pensar nas consequências.
Tudo bem. Sei que tem muito "professor" que faz isto aí mesmo. Presta um concurso, passa e amarra o burro. Também é verdade que a rede pública, pelo menos em São Paulo, paga melhor que muitas, e muitas escolas particulares. E pasmem: mesmo as particulares consagradas pagam um miséria.
Mas a razão delas para por aí. Primeiro. Elas desistiram de pegar grandes desafios. Afinal, o que é mais difícil: trabalhar com crianças cheirosas, limpinhas, bem cuidadas, com materiais e roupas de marca e, principalmente com o apoio e cobrança dos pais, ou com aquelas que não tem nem o que comer em casa, moram em favelas, andam pra chuchu pra chegar à escola, e ainda são trazidas pelo irmão mais velho, de apenas oito anos?
Quando prestei o concurso, sabia da estabilidade e do "bom" salário. Mas também sabia que poderia encontrar filhos de mães solteiras, que dão pouca atenção ao filho, que por sua vez, vão mau cheirosos à escola. E é isto que motiva: fazer diferença para quem precisa muito da minha ajuda.
Não que os alunos da particular não precisem, mas ali, eu sou apenas mais uma "tia". Para muitos da pública, eu sou a única esperança!
O desabafo não acaba aqui! Aguardem o próximo post!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Diário de Professor: Desafio à vista - Alfabetização
Sabemos que a alfabetização e o letramento ocorrem desde que nascemos, afinal, sempre estamos em contato com o mundo letrado. Por conta disto, sempre estimulei muito a leitura e escrita entre meus alunos da Educação Infantil e alguns, antes de chegar ao pré, já estavam lendo.
Mas é no Ensino Fundamental que a expectativa em torno da alfabetização se torna concreta, afinal, nesta fase, eles já estão maduros para isto.
E hoje aceitei assumir uma sala de segundo ano, antiga primeira série. O que isto lembra? Claro! É o ano da alfabetização. Que desafio!!!
Na minha última postagem no Diário de Professor, havia comentado que na Prefeitura de São Paulo ficarei como módulo, ou seja, eventual.
Como tinha as tardes livres, e sempre tive vontade de trabalhar nesta escola particular aqui perto de casa, aceitei o desafio, mas confesso: estou com medo!
Sim, estou com medo. Afinal, sempre fui professora de Educação Infantil, e agora, serei também de Fundamental. Ou seja, terei que estudar muito mais.
Não que não estude para EI, mas agora terei de estudar outras coisas. Não sei qual é mais difícil. Aliás, as duas áreas são difíceis. Espero compartilhar aqui as diferenças entre EI e EF.
Uma coisa que também achei bem legal é que trabalharei na rede pública e também na particular. Quero muito aprender nas duas, pois sei que as duas têm muito a acrescentar em minha formação, que é eterna, ou como dizem por aí, "continuada".
Vamos lá! Feliz 2011!!
Mas é no Ensino Fundamental que a expectativa em torno da alfabetização se torna concreta, afinal, nesta fase, eles já estão maduros para isto.
E hoje aceitei assumir uma sala de segundo ano, antiga primeira série. O que isto lembra? Claro! É o ano da alfabetização. Que desafio!!!
Na minha última postagem no Diário de Professor, havia comentado que na Prefeitura de São Paulo ficarei como módulo, ou seja, eventual.
Como tinha as tardes livres, e sempre tive vontade de trabalhar nesta escola particular aqui perto de casa, aceitei o desafio, mas confesso: estou com medo!
Sim, estou com medo. Afinal, sempre fui professora de Educação Infantil, e agora, serei também de Fundamental. Ou seja, terei que estudar muito mais.
Não que não estude para EI, mas agora terei de estudar outras coisas. Não sei qual é mais difícil. Aliás, as duas áreas são difíceis. Espero compartilhar aqui as diferenças entre EI e EF.
Uma coisa que também achei bem legal é que trabalharei na rede pública e também na particular. Quero muito aprender nas duas, pois sei que as duas têm muito a acrescentar em minha formação, que é eterna, ou como dizem por aí, "continuada".
Vamos lá! Feliz 2011!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Diário de Professor: Professora "eventual" - O que fazer quando não se tem o que fazer?
Depois de ter sobrevivido aos três meses que restavam para acabar o ano, a dúvida começou a pairar em minha mente: Que sala pegaria o ano que vem?
E para resumir a história, como dez professoras haviam entrado na escola neste mesmo concurso que entrei, e como os dias trabalhados não contaram pontuação para atribuição das salas, o critério de desempate para nós dez, que não tínhamos pontuação, foi idade. Resultado? Sou a mais nova, fiquei por último na atribuição e não consegui pegar sala. Sou agora o que antigamente chamavam de "eventual". Hoje, chamam-nos de "módulo".
Confesso que bateu aquela tristeza. Afinal, me matei tanto para ter uma boa classificação. Fui a primeira a chegar na escola depois da nomeação e não adiantou nada. O critério foi idade.
Confesso que não sei o que fazer quando (aparentemente) não se tem o que fazer. É claro que minha coordenadora tentou me animar, dizendo que poderei fazer alguns projetos. Mas todos sabemos que não é a mesma coisa.
A primeira diferença: como planejar minhas aulas para o ano que vem, se não terei sala? O negócio é curtir as férias, esperar os direcionamentos nesta nova função e torcer para tudo dar certo. Amém!
Boas férias!
E para resumir a história, como dez professoras haviam entrado na escola neste mesmo concurso que entrei, e como os dias trabalhados não contaram pontuação para atribuição das salas, o critério de desempate para nós dez, que não tínhamos pontuação, foi idade. Resultado? Sou a mais nova, fiquei por último na atribuição e não consegui pegar sala. Sou agora o que antigamente chamavam de "eventual". Hoje, chamam-nos de "módulo".
Confesso que bateu aquela tristeza. Afinal, me matei tanto para ter uma boa classificação. Fui a primeira a chegar na escola depois da nomeação e não adiantou nada. O critério foi idade.
Confesso que não sei o que fazer quando (aparentemente) não se tem o que fazer. É claro que minha coordenadora tentou me animar, dizendo que poderei fazer alguns projetos. Mas todos sabemos que não é a mesma coisa.
A primeira diferença: como planejar minhas aulas para o ano que vem, se não terei sala? O negócio é curtir as férias, esperar os direcionamentos nesta nova função e torcer para tudo dar certo. Amém!
Boas férias!
domingo, 5 de setembro de 2010
Por que ser professora?
Talvez me perguntem. Já tenho a resposta.
O sorriso. A mãozinha escrevendo as primeiras letras e números. O abraço. O “eu te amo”. As cartinhas. A alegria. A vitalidade. Os momentos. O desafio. As falas inacreditáveis. O carinho. O choro. O colorido. A atividade física diária. O giz. A lousa. O computador!!!
O escorregador. As danças. As histórias. As conversas. A areia. A massinha. O giz-de-cera. O lápis-de-cor. O caderno. O livro. O papel picado. O papel recortado. O papel desenhado. O desenho para mim.
Piaget. Vygostky. Paulo Freire. Anísio Teixeira. Mamãe. Lourdes. Willians. Gilson. Adriana. Rose. Lara. Patrícia. Wildney. Valéria. Dayane.
Por tudo isto. Por todos eles. Por mim. Mas principalmente: pelos pequeninos.
A eles, e a Ele, meu Jesus, que abençoou as criancinhas, minha dedicação.
O sorriso. A mãozinha escrevendo as primeiras letras e números. O abraço. O “eu te amo”. As cartinhas. A alegria. A vitalidade. Os momentos. O desafio. As falas inacreditáveis. O carinho. O choro. O colorido. A atividade física diária. O giz. A lousa. O computador!!!
O escorregador. As danças. As histórias. As conversas. A areia. A massinha. O giz-de-cera. O lápis-de-cor. O caderno. O livro. O papel picado. O papel recortado. O papel desenhado. O desenho para mim.
Piaget. Vygostky. Paulo Freire. Anísio Teixeira. Mamãe. Lourdes. Willians. Gilson. Adriana. Rose. Lara. Patrícia. Wildney. Valéria. Dayane.
Por tudo isto. Por todos eles. Por mim. Mas principalmente: pelos pequeninos.
A eles, e a Ele, meu Jesus, que abençoou as criancinhas, minha dedicação.
Diário de Professor: 30/08/2010 - Primeiro dia na minha primeira sala
Pois é. Depois de tantas emoções no meu primeiro dia como funcionária da EMEI que escolhi, o desafio era: meu primeiro dia com os alunos!
Confesso que não estava nervosa, mas preocupada. Passei o final de semana pensando em como os alunos reagiriam àquela estranha. Chorariam? Correriam? Gritariam o nome da outra professora? Os pais me mostrariam o abaixo-assinado?
Mas nada disto aconteceu. Para meu alívio, as crianças são lindas, e o máximo que vi foi olhinhos arregalados na porta ao me ver.
Recepcionei-os com muito carinho. Dei beijos em todos, perguntei-lhes os nomes, e expliquei, resumidamente, claro, o que havia acontecido. Falei sobre minha felicidade em estar com eles ali, e o quanto havia esperado por este momento. Falei que a professora Karin chegaria mais tarde, o que os acalmou ainda mais, afinal, veriam a querida professora.
O dia voou. Havia preparado diversas atividades, principalmente ligadas à mudança, mas não consegui conclui-las totalmente. O tempo foi curtíssimo, mas o dia foi feliz.
Ainda estou me adaptando aos horários, à linha do tempo, ao ambiente, à todos os intrumentos e equipamentos que tenho disponível. Mas estou adorando tudo isto!
Minha coordenadora é bem exigente, ainda bem, e acompanha de perto nosso trabalho. Já fez diversar observações em meu semanário, já que feedback é super importante sempre. As colegas de trabalho também são super legais, e me receberam muito bem.
E uma coisa que percebi: conquiste as crianças e certamente, conquistará os pais. Durante a semana, já recebi alguns desejos de boa sorte e seja bem vinda de alguns e recados na agendinha de outros. O relacionamento está começando a surgir.
Confesso que não estava nervosa, mas preocupada. Passei o final de semana pensando em como os alunos reagiriam àquela estranha. Chorariam? Correriam? Gritariam o nome da outra professora? Os pais me mostrariam o abaixo-assinado?
Mas nada disto aconteceu. Para meu alívio, as crianças são lindas, e o máximo que vi foi olhinhos arregalados na porta ao me ver.
Recepcionei-os com muito carinho. Dei beijos em todos, perguntei-lhes os nomes, e expliquei, resumidamente, claro, o que havia acontecido. Falei sobre minha felicidade em estar com eles ali, e o quanto havia esperado por este momento. Falei que a professora Karin chegaria mais tarde, o que os acalmou ainda mais, afinal, veriam a querida professora.
O dia voou. Havia preparado diversas atividades, principalmente ligadas à mudança, mas não consegui conclui-las totalmente. O tempo foi curtíssimo, mas o dia foi feliz.
Ainda estou me adaptando aos horários, à linha do tempo, ao ambiente, à todos os intrumentos e equipamentos que tenho disponível. Mas estou adorando tudo isto!
Minha coordenadora é bem exigente, ainda bem, e acompanha de perto nosso trabalho. Já fez diversar observações em meu semanário, já que feedback é super importante sempre. As colegas de trabalho também são super legais, e me receberam muito bem.
E uma coisa que percebi: conquiste as crianças e certamente, conquistará os pais. Durante a semana, já recebi alguns desejos de boa sorte e seja bem vinda de alguns e recados na agendinha de outros. O relacionamento está começando a surgir.
Diário de Professor: 27/08/2010 - Dia de contraste de emoções! - Parte III
Assim, depois que choramos e nos conhecemos um pouco, recebi algumas orientações e vi a nova realidade que teria, a última parte foi enfrentar os pais.
Isto porque na minha sala, a maioria dos pais buscam o filho na escola. Assim, quando eles foram chegando, a coordenadora pediu para que eles entrassem e esperassem um comunicado. Assim que a maioria já estava na sala, ela falou sobre o ocorrido. A professora não conteve o choro, mas falou que continuaria com eles, agora, num tempo menor, mas continuaria com eles. Eu, fiquei calada. O que falar diante daqueles olhares de decepção, tristeza e até mesmo raiva da situação?
Na saída, fiquei na porta junto à coordenadora. A maioria dos pais abraçaram a professora. Algumas mães choraram também. Outras nem olharam na minha cara. Despediram-se da coordenadora e não se importaram com minha presença. Um pai disse que faria um abaixo-assinado. E aí, aquela palavrinha voltou ao meu coração: paciência.
Hoje, uma semana depois de já estar com a sala, sei que esta palavra vai fazer parte da minha rotina. Comparações, serão feitas entre o trabalho dela e o meu. A cobrança será grande para que eu continue com o belíssimo trabalho da professora. Paciência para conquistar a confiança dos pais, funcionários e dos alunos terá de ser meu lema.
Estamos nos dando super bem, e esta professora tem me ajudado bastante, para o bem dos alunos. Cada dia vejo algo novo na escola, pergunto, e ela, pacientemente, me ajuda a entender a rotina da escola, da sala, deles.
Deus é tão bom que colocou em meu caminho, mais que uma profissional. Colocou um ser humano incrível, que deixou sua dor de lado e tem me ajudado a seguir a jornada. E esta jornada deixo para os próximos posts.
Isto porque na minha sala, a maioria dos pais buscam o filho na escola. Assim, quando eles foram chegando, a coordenadora pediu para que eles entrassem e esperassem um comunicado. Assim que a maioria já estava na sala, ela falou sobre o ocorrido. A professora não conteve o choro, mas falou que continuaria com eles, agora, num tempo menor, mas continuaria com eles. Eu, fiquei calada. O que falar diante daqueles olhares de decepção, tristeza e até mesmo raiva da situação?
Na saída, fiquei na porta junto à coordenadora. A maioria dos pais abraçaram a professora. Algumas mães choraram também. Outras nem olharam na minha cara. Despediram-se da coordenadora e não se importaram com minha presença. Um pai disse que faria um abaixo-assinado. E aí, aquela palavrinha voltou ao meu coração: paciência.
Hoje, uma semana depois de já estar com a sala, sei que esta palavra vai fazer parte da minha rotina. Comparações, serão feitas entre o trabalho dela e o meu. A cobrança será grande para que eu continue com o belíssimo trabalho da professora. Paciência para conquistar a confiança dos pais, funcionários e dos alunos terá de ser meu lema.
Estamos nos dando super bem, e esta professora tem me ajudado bastante, para o bem dos alunos. Cada dia vejo algo novo na escola, pergunto, e ela, pacientemente, me ajuda a entender a rotina da escola, da sala, deles.
Deus é tão bom que colocou em meu caminho, mais que uma profissional. Colocou um ser humano incrível, que deixou sua dor de lado e tem me ajudado a seguir a jornada. E esta jornada deixo para os próximos posts.
Diário de Professor: 27/08/2010 - Dia de contraste de emoções! - Parte II
Continuando o post anterior, o dia que era pra ser dó alegria, foi também um dia de tristeza.
Ao chegar a escola, depois de apresentar meus documentos na Diretoria Regional de Ensino, fui tomar posse na escola. Já havia conhecido a coordenadora, quando estava visitando as escolas para escolher a que mais me identificasse. Quando cheguei, ela perguntou: "Que horário você quer?". Logo, respondi: "O da manhã." Vi que ela fez uma cara de preocupada, pois já sabi o que ia acontecer. Aí, ela perguntou: "E você quer sala ou módulo? (que é para ser eventual)". Perguntei a ela, o que ela achava melhor, já que conhecia a professora que perderia a sala e as condições da escola. Ela me aconselhou módulo, pelo motivo óbvio: Assim, a sala continuaria com a professora (pelo menos até não preencher todas as vagas da escola) e eu pegaria outra sala no começo do ano. Estava pronta a aceitar o conselho, mas a diretora ligou nesta hora e confirmou o que a coordenadora não queria ouvir: Ela teria que atribuir a sala primeiro, e depois as vagas para módulo.
Assim, depois de assinar os papéis, fui com a coodenadora me apresentar à professora que havia acabado de perder a sala. Simples e cruel assim: Num dia você acorda e tem uma sala. No outro, chega alguém e a toma de você. Naquele dia, me senti um monstro!
Graças a Deus, esta professora é uma pessoa maravilhosa, e percebeu que não foi minha culpa, mas meu mérito. Afinal, eu havia passado no concurso e tinha o direito a escolher uma escola e depois, um horário para trabalhar.
Mas acreditem. Assim que a coordenadora me deixou ali na sala de aula, com os alunos e ela. A primeira coisa que fizemos, diante das crianças mesmo...foi chorar!
Ela, porque sabia que segunda-feira, não seria mais a professora da sala no período. Isto porque ela é sim, professora concursada na escola, mas no período das 11h às 15h. Portanto, continuaria com a sala, mas só neste horário e não mais o dia inteiro. E eu, porque me sentia um monstro em ser a responsável, mesmo sem querer, por isto.
Choramos por algum tempo, mas em seguida, enfrentamos a situação. Ela começou a me explicar o que estava trabalhando com as crianças, a rontina da escola, da sala, os materiais deles, e principalmente, sobre os alunos.
Recebi diversas orientações da coordenadora, vi todos os projetos que a escola desenvolve, enfim, em um dia, vi um pouco da minha nova realidade. E aí, vem a terceira e última parte deste dia, que você confere no próximo post. Até lá!
Ao chegar a escola, depois de apresentar meus documentos na Diretoria Regional de Ensino, fui tomar posse na escola. Já havia conhecido a coordenadora, quando estava visitando as escolas para escolher a que mais me identificasse. Quando cheguei, ela perguntou: "Que horário você quer?". Logo, respondi: "O da manhã." Vi que ela fez uma cara de preocupada, pois já sabi o que ia acontecer. Aí, ela perguntou: "E você quer sala ou módulo? (que é para ser eventual)". Perguntei a ela, o que ela achava melhor, já que conhecia a professora que perderia a sala e as condições da escola. Ela me aconselhou módulo, pelo motivo óbvio: Assim, a sala continuaria com a professora (pelo menos até não preencher todas as vagas da escola) e eu pegaria outra sala no começo do ano. Estava pronta a aceitar o conselho, mas a diretora ligou nesta hora e confirmou o que a coordenadora não queria ouvir: Ela teria que atribuir a sala primeiro, e depois as vagas para módulo.
Assim, depois de assinar os papéis, fui com a coodenadora me apresentar à professora que havia acabado de perder a sala. Simples e cruel assim: Num dia você acorda e tem uma sala. No outro, chega alguém e a toma de você. Naquele dia, me senti um monstro!
Graças a Deus, esta professora é uma pessoa maravilhosa, e percebeu que não foi minha culpa, mas meu mérito. Afinal, eu havia passado no concurso e tinha o direito a escolher uma escola e depois, um horário para trabalhar.
Mas acreditem. Assim que a coordenadora me deixou ali na sala de aula, com os alunos e ela. A primeira coisa que fizemos, diante das crianças mesmo...foi chorar!
Ela, porque sabia que segunda-feira, não seria mais a professora da sala no período. Isto porque ela é sim, professora concursada na escola, mas no período das 11h às 15h. Portanto, continuaria com a sala, mas só neste horário e não mais o dia inteiro. E eu, porque me sentia um monstro em ser a responsável, mesmo sem querer, por isto.
Choramos por algum tempo, mas em seguida, enfrentamos a situação. Ela começou a me explicar o que estava trabalhando com as crianças, a rontina da escola, da sala, os materiais deles, e principalmente, sobre os alunos.
Recebi diversas orientações da coordenadora, vi todos os projetos que a escola desenvolve, enfim, em um dia, vi um pouco da minha nova realidade. E aí, vem a terceira e última parte deste dia, que você confere no próximo post. Até lá!
Diário de Professor: 27/08/2010 - Dia de contraste de emoções! - Parte I
Este dia ficará marcado para sempre em meu coração. Primeiro pela felicidade. Segundo, pela tristeza. Terceiro, pela preocupação. Dia 27/09/2010 foi meu primeiro dia na rede municipal de ensino.
Relembrando o último post do meu diário, após escolher a escola e passar pelo exame médico, tive que esperar a nomeação sair no Diário Oficial. Como ela estava prevista para o dia 27, dormi na porta da Diretoria Regional de Ensino depois que cheguei da facul. Hoje percebi que não precisaria, mas vou explicar porquê.
Depois que prestamos o concurso, sai uma ordem de classificação, de acordo com a pontuação na prova. Fui muito bem, modéstia à parte. Minha classificação foi 46, de mais de 6 mil aprovadas. Assim, no dia da escolha da escola, esta ordem é seguida. Como para esta primeira chamada foram convocadas cerca de três mil pessoas, a Secretaria dividiu as pessoas em dez dias. Eu escolhi no primeiro dia, no segundo horário.
No dia da escolha tudo é muito organizado. temos que chegar no horário, é feita uma pequena reunião, e logo começamos a escolher as escolas. Eles chamaram de 40 em 40 para entrar na sala de escolha, fizemos uma fila e, ao passar pela funcionária da Secretaria, falamos a escola de nossa preferência.
Depois, fazemos o exame, e a partir daí, tudo é muito incerto. Isto porque a classificação só vale para a escolha da escola, e não para sala que queremos e nem para o horário. Acreditem se quiser: estas últimas duas coisas são feitas por ordem de chegada.
Como eu passei no outro concurso também, o para professor de Centro de Educação Infantil (conhecida como creche), e a maioria das vagas que sobram são para a tarde, queria garantir o horário da manhã neste cargo. Assim, como é por ordem de chegada, e não sabia se as outras professoras que tinham escolhido a mesma escola que eu, também queriam o horário da manhã, achei melhor dormir na fila, para ser atendida logo.
Foram longas oito horas, desde que cheguei na fila até ser atendida, mas consegui o que queria. Fui a primeira professora da escola que escolhi a ser atendida. Assim, cheguei na escola primeiro e pude pegar o horário da manhã. Estava muito feliz, até descobrir que causaria dor em uma pessoa muito especial: a professora da sala que fui obrigada a pegar.
Isto mesmo. Fui obrigada a pegar a sala disponível no horário da manhã, mesmo tendo duas vagas para ser eventual. No período da manhã, portanto, existiam três vagas: uma vaga é para regência, ou seja, para uma sala, e as outras duas, para ser eventual.
Esta sala estava vaga porque a professora saiu de licença no começo do ano, e aí, esta professora pôde substituí-la. Mas como eu havia passado no concurso, e tinha esta sala vaga, tive que pegá-la.
Vocês podem pensar: "Nossa, que preguiçosa! Nem entrou e já queria ser eventual". Mas não é bem isto. A questão é que queria muito pegar uma sala e começar a colocar em prática tudo o que estudo. Mas o problema era: A professora já estava com a sala desde o começo do ano, os pais e alunos já estavam totalmente adaptados, e além disto, a professora é ótima!
Logo, faltando três meses para acabar o ano, eu, se pudesse, abriria mão da minha vontade para o bem deles, afinal, no começo do ano, pegaria outra sala, desde o início, e o andamento desta sala não seria prejudicado. Mas não pude. E aí, o que era alegria (finalmente assumir uma sala), se tornou tristeza. Ver a dor da professora perder a sala que estava desde o começo do ano, não foi fácil...e isto fica para a parte II deste post. Até lá!
Relembrando o último post do meu diário, após escolher a escola e passar pelo exame médico, tive que esperar a nomeação sair no Diário Oficial. Como ela estava prevista para o dia 27, dormi na porta da Diretoria Regional de Ensino depois que cheguei da facul. Hoje percebi que não precisaria, mas vou explicar porquê.
Depois que prestamos o concurso, sai uma ordem de classificação, de acordo com a pontuação na prova. Fui muito bem, modéstia à parte. Minha classificação foi 46, de mais de 6 mil aprovadas. Assim, no dia da escolha da escola, esta ordem é seguida. Como para esta primeira chamada foram convocadas cerca de três mil pessoas, a Secretaria dividiu as pessoas em dez dias. Eu escolhi no primeiro dia, no segundo horário.
No dia da escolha tudo é muito organizado. temos que chegar no horário, é feita uma pequena reunião, e logo começamos a escolher as escolas. Eles chamaram de 40 em 40 para entrar na sala de escolha, fizemos uma fila e, ao passar pela funcionária da Secretaria, falamos a escola de nossa preferência.
Depois, fazemos o exame, e a partir daí, tudo é muito incerto. Isto porque a classificação só vale para a escolha da escola, e não para sala que queremos e nem para o horário. Acreditem se quiser: estas últimas duas coisas são feitas por ordem de chegada.
Como eu passei no outro concurso também, o para professor de Centro de Educação Infantil (conhecida como creche), e a maioria das vagas que sobram são para a tarde, queria garantir o horário da manhã neste cargo. Assim, como é por ordem de chegada, e não sabia se as outras professoras que tinham escolhido a mesma escola que eu, também queriam o horário da manhã, achei melhor dormir na fila, para ser atendida logo.
Foram longas oito horas, desde que cheguei na fila até ser atendida, mas consegui o que queria. Fui a primeira professora da escola que escolhi a ser atendida. Assim, cheguei na escola primeiro e pude pegar o horário da manhã. Estava muito feliz, até descobrir que causaria dor em uma pessoa muito especial: a professora da sala que fui obrigada a pegar.
Isto mesmo. Fui obrigada a pegar a sala disponível no horário da manhã, mesmo tendo duas vagas para ser eventual. No período da manhã, portanto, existiam três vagas: uma vaga é para regência, ou seja, para uma sala, e as outras duas, para ser eventual.
Esta sala estava vaga porque a professora saiu de licença no começo do ano, e aí, esta professora pôde substituí-la. Mas como eu havia passado no concurso, e tinha esta sala vaga, tive que pegá-la.
Vocês podem pensar: "Nossa, que preguiçosa! Nem entrou e já queria ser eventual". Mas não é bem isto. A questão é que queria muito pegar uma sala e começar a colocar em prática tudo o que estudo. Mas o problema era: A professora já estava com a sala desde o começo do ano, os pais e alunos já estavam totalmente adaptados, e além disto, a professora é ótima!
Logo, faltando três meses para acabar o ano, eu, se pudesse, abriria mão da minha vontade para o bem deles, afinal, no começo do ano, pegaria outra sala, desde o início, e o andamento desta sala não seria prejudicado. Mas não pude. E aí, o que era alegria (finalmente assumir uma sala), se tornou tristeza. Ver a dor da professora perder a sala que estava desde o começo do ano, não foi fácil...e isto fica para a parte II deste post. Até lá!
Diário de Professor: 2009-2010 - Um ano de esperanças, incertezas, vitórias e desafios!
Hoje já é dia 05/09. E neste período, entre agosto de 2009, quando soube do concurso, e hoje, final da minha primeira semama como professora, muita coisa aconteceu. Como diz o título, foi um ano repleto de emoções. Algumas delas, nunca havia sentido.
A retrospectiva básica é esta: Em novembro/2009, saiu o edital do concurso. Em fevereiro e março/2010 foi a prova. Alguns dia depois, vi que havia acertado 48, de 60 questões em um concurso, e 44 de 60, do outro. Em maio/2010, soube que passei nos dois. Em agosto/2010, fui convocada em um. No dia 16/08/2010, escolhi a escola, e no mesmo dia, fiz o exame médico e fui considerada apta. E finalmente no dia 27/08/2010, tomei posse na escola que escolhi.
Falando assim, até parece que foi fácil esperar um ano para mudar de vida. Não. Não foi. E neste ano aprendi o que é paciência.
Já escrevi um pouco sobre a mudança de carreira que fiz, e a volta à educação. Portanto, esta parte, vou pular. Hoje quero contar sobre depois que já havia decidido voltar à educação.
Em primeiro. Estudei pra caramba. Sei que vai ter gente chata que vai dizer "Ah, eu não estudei e passei!". Não me importo com este tipo de comentário. Eu estudei pra caramba e não me arrependo. Vi que, de alguma forma, mereci passar. E o melhor, aprendi e reaprendi muitas coisas. A paixão pela educação aumentou, e vi o gostinho do que é se matar para ganhar algo, como um atleta que ganha a medalha de ouro após anos de treino.
Segundo. Tive que ter paciência. Segui o que Jesus fala: a ansiedade não vai acrescentar nem uma hora a mais em minha vida. Tive que ter paciência para esperar as provas, para esperar o gabarito, para esperar a aprovação, para ver a classificação, para ser convocada, para escolher a escolha, e agora, tenho que ter paciência para conquistar a confiança dos pais, dos colegas de profissão e principalmente, dos maus alunos.
Terceiro. Percebi que o desafio só está começando. Nada até aqui se compara com o desafio de ser professora, de verdade. Enquanto estamos estudando, tudo é lindo e perfeito. Todas as teorias são maravilhosas e os caras que as escrevem são os melhores do mundo. mas só quando estamos de frente para 30 alunos percebemos que as teorias somente nada fazem. Não posso as seguir como uma Bíblia. Tenho que fazer meu próprio caminho. Claro, baseadas em muitas teorias e experiências já registradas ao longo dos anos. Mas meu caminho, é meu caminho. E isto acontecerá todos os anos, pois a cada ano, novos alunos, novos desafios.
Assim, feliz e muito realizada, inicio este espaço e alerto desde já: A educação pública não é perfeita. Os alunos não são perfeitos. Os professores não são perfeitos. As teorias não são perfeitas. Eu não sou perfeita. Mas na imperfeição da vida, descobrimos a perfeição de viver!
Bem vindos ao meu caminho pedagógico!
A retrospectiva básica é esta: Em novembro/2009, saiu o edital do concurso. Em fevereiro e março/2010 foi a prova. Alguns dia depois, vi que havia acertado 48, de 60 questões em um concurso, e 44 de 60, do outro. Em maio/2010, soube que passei nos dois. Em agosto/2010, fui convocada em um. No dia 16/08/2010, escolhi a escola, e no mesmo dia, fiz o exame médico e fui considerada apta. E finalmente no dia 27/08/2010, tomei posse na escola que escolhi.
Falando assim, até parece que foi fácil esperar um ano para mudar de vida. Não. Não foi. E neste ano aprendi o que é paciência.
Já escrevi um pouco sobre a mudança de carreira que fiz, e a volta à educação. Portanto, esta parte, vou pular. Hoje quero contar sobre depois que já havia decidido voltar à educação.
Em primeiro. Estudei pra caramba. Sei que vai ter gente chata que vai dizer "Ah, eu não estudei e passei!". Não me importo com este tipo de comentário. Eu estudei pra caramba e não me arrependo. Vi que, de alguma forma, mereci passar. E o melhor, aprendi e reaprendi muitas coisas. A paixão pela educação aumentou, e vi o gostinho do que é se matar para ganhar algo, como um atleta que ganha a medalha de ouro após anos de treino.
Segundo. Tive que ter paciência. Segui o que Jesus fala: a ansiedade não vai acrescentar nem uma hora a mais em minha vida. Tive que ter paciência para esperar as provas, para esperar o gabarito, para esperar a aprovação, para ver a classificação, para ser convocada, para escolher a escolha, e agora, tenho que ter paciência para conquistar a confiança dos pais, dos colegas de profissão e principalmente, dos maus alunos.
Terceiro. Percebi que o desafio só está começando. Nada até aqui se compara com o desafio de ser professora, de verdade. Enquanto estamos estudando, tudo é lindo e perfeito. Todas as teorias são maravilhosas e os caras que as escrevem são os melhores do mundo. mas só quando estamos de frente para 30 alunos percebemos que as teorias somente nada fazem. Não posso as seguir como uma Bíblia. Tenho que fazer meu próprio caminho. Claro, baseadas em muitas teorias e experiências já registradas ao longo dos anos. Mas meu caminho, é meu caminho. E isto acontecerá todos os anos, pois a cada ano, novos alunos, novos desafios.
Assim, feliz e muito realizada, inicio este espaço e alerto desde já: A educação pública não é perfeita. Os alunos não são perfeitos. Os professores não são perfeitos. As teorias não são perfeitas. Eu não sou perfeita. Mas na imperfeição da vida, descobrimos a perfeição de viver!
Bem vindos ao meu caminho pedagógico!
Assinar:
Postagens (Atom)