domingo, 5 de setembro de 2010

Diário de Professor: 27/08/2010 - Dia de contraste de emoções! - Parte II

Continuando o post anterior, o dia que era pra ser dó alegria, foi também um dia de tristeza.

Ao chegar a escola, depois de apresentar meus documentos na Diretoria Regional de Ensino, fui tomar posse na escola. Já havia conhecido a coordenadora, quando estava visitando as escolas para escolher a que mais me identificasse. Quando cheguei, ela perguntou: "Que horário você quer?". Logo, respondi: "O da manhã." Vi que ela fez uma cara de preocupada, pois já sabi o que ia acontecer. Aí, ela perguntou: "E você quer sala ou módulo? (que é para ser eventual)". Perguntei a ela, o que ela achava melhor, já que conhecia a professora que perderia a sala e as condições da escola. Ela me aconselhou módulo, pelo motivo óbvio: Assim, a sala continuaria com a professora (pelo menos até não preencher todas as vagas da escola) e eu pegaria outra sala no começo do ano. Estava pronta a aceitar o conselho, mas a diretora ligou nesta hora e confirmou o que a coordenadora não queria ouvir: Ela teria que atribuir a sala primeiro, e depois as vagas para módulo.

Assim, depois de assinar os papéis, fui com a coodenadora me apresentar à professora que havia acabado de perder a sala. Simples e cruel assim: Num dia você acorda e tem uma sala. No outro, chega alguém e a toma de você. Naquele dia, me senti um monstro!

Graças a Deus, esta professora é uma pessoa maravilhosa, e percebeu que não foi minha culpa, mas meu mérito. Afinal, eu havia passado no concurso e tinha o direito a escolher uma escola e depois, um horário para trabalhar.

Mas acreditem. Assim que a coordenadora me deixou ali na sala de aula, com os alunos e ela. A primeira coisa que fizemos, diante das crianças mesmo...foi chorar!

Ela, porque sabia que segunda-feira, não seria mais a professora da sala no período. Isto porque ela é sim, professora concursada na escola, mas no período das 11h às 15h. Portanto, continuaria com a sala, mas só neste horário e não mais o dia inteiro. E eu, porque me sentia um monstro em ser a responsável, mesmo sem querer, por isto.

Choramos por algum tempo, mas em seguida, enfrentamos a situação. Ela começou a me explicar o que estava trabalhando com as crianças, a rontina da escola, da sala, os materiais deles, e principalmente, sobre os alunos.

Recebi diversas orientações da coordenadora, vi todos os projetos que a escola desenvolve, enfim, em um dia, vi um pouco da minha nova realidade. E aí, vem a terceira e última parte deste dia, que você confere no próximo post. Até lá!

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